A ampliação do sistema de esgotamento sanitário entre Tamarana e o distrito Lerroville, que pertence a Londrina, recebeu aprovação durante audiência pública realizada na quinta-feira (30), no Centro Social Urbano de Tamarana. A proposta apresentada pela Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) prevê a ampliação da rede de coleta e tratamento de esgoto para ampliar a cobertura do serviço na região até 2033.
Durante a audiência, representantes da Sanepar apresentaram o projeto e esclareceram dúvidas da população sobre o funcionamento do sistema integrado, o cronograma das obras, os impactos ambientais e o atendimento aos bairros. Após os esclarecimentos, a proposta foi aprovada pelos participantes. Um dos maiores benefícios apontados durante a audiência, será a melhoria da qualidade de vida e saúde para população porque saúde é vida.
O superintendente da Região Norte da Sanepar, Rafael Leite, explicou que o projeto integra Tamarana e Lerroville por fazerem parte da mesma bacia hidrográfica.”O saneamento não respeita limites de município. Ele é feito por bacia. Os estudos mostraram que Tamarana e Lerroville utilizam o mesmo ponto para o lançamento do esgoto tratado. Por isso, o projeto prevê um sistema único, com maior capacidade de tratamento”, afirmou.
Atualmente, Tamarana possui cobertura de esgotamento sanitário de 47%, enquanto Lerroville ainda não conta com sistema público de coleta e tratamento de esgoto. Segundo Rafael Leite, o projeto atende às metas estabelecidas pelo Marco Legal do Saneamento Básico, que determina a universalização do serviço com cobertura mínima de 90% até 2033.
A ampliação ocorrerá em etapas. O projeto da ampliação da Estação de Tratamento de Esgoto de Tamarana já está concluído, assim como o projeto das redes de Lerroville. O projeto das redes de Tamarana está em desenvolvimento e deverá ser concluído no próximo ano. Neste momento, observa, a Sanepar executa os procedimentos para obtenção das áreas necessárias à implantação da infraestrutura e das licenças ambientais.
A previsão é que a primeira etapa das obras ocorra entre 2029 e 2030. Com essa fase, a cobertura do sistema em Tamarana passará de 47% para 65%. A segunda etapa está prevista para 2032 e 2033, quando a cobertura deverá alcançar 90% da população. “O projeto foi desenvolvido para atender 90% da população. Existem situações de inviabilidade técnica que impedem o atendimento de todas as ligações”, explicou Rafael Leite.
Entre os questionamentos apresentados durante a audiência, a população também buscou informações sobre os impactos ambientais da obra. Conforme o superintendente, os estudos técnicos exigidos pelo Instituto Água e Terra avaliaram a fauna, a flora e a capacidade do curso d’água para receber o efluente tratado.
“Os estudos definiram a integração dos sistemas e mantiveram o ponto de lançamento já utilizado pela estação de Tamarana, na confluência do Ribeirão Moraes com o Rio Apucaraninha”, destacou.
Outra dúvida levantada pelos participantes foi sobre a possibilidade de aumento de odores com a ampliação da estação de tratamento. Segundo Rafael Leite, o projeto prevê a implantação de uma cortina verde composta por espécies arbóreas para reduzir a propagação de odores, além da utilização de um sistema de tratamento anaeróbio.
“O projeto já contempla soluções técnicas para minimizar essa questão”. Sobre os bairros que serão atendidos na primeira etapa, Rafael Leite informou que essa definição dependerá da conclusão do projeto das redes de Tamarana. “A relação dos primeiros bairros será conhecida após a conclusão do projeto, prevista para o próximo ano”, concluiu.



