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Tamarana no combate à dengue

A tempestade que trouxe grandes prejuízos para a cidade de Tamarana no dia 21 de setembro fez com que a população vivesse as consequências das mudanças climáticas que vêm ocorrendo nas últimas décadas. Neste último evento, mais de 250 casas foram destelhadas por um vendaval que superou a marca de 100 km/h.

Além da destruição patrimonial, o excesso de chuvas provocado pelo El Niño poderá, segundo informações do Ministério da Saúde, elevar os casos de dengue. De acordo com o levantamento semanal da Secretaria da Saúde, Tamarana possui 146 casos notificados. Desse total, houve 5 confirmações, 128 casos descartados e 13 em investigação. A Secretaria Municipal de Saúde segue com afinco no monitoramento da doença.

De acordo com projeções desenvolvidas pelo InfoDengue/Fiocruz, o Brasil poderá registrar cerca de 1,7 milhão de casos de dengue em 2027. A população pode ajudar para que esse cenário não aconteça, adotando atitudes simples, como não deixar água parada em vasos de plantas, caixas-d’água descobertas, lixo jogado na rua ou em terrenos baldios, que podem acumular água.

Primavera aumenta circulação de animais silvestres e exige atenção redobrada da população

O Instituto Água e Terra (IAT) alerta a população para a mudança de comportamento de espécies da fauna silvestre com o início da primavera, a partir de terça-feira (22). De acordo com técnicos órgão vinculado à Secretaria de Estado do Desenvolvimento Sustentável (Sedest), o aumento gradativo das temperaturas faz com que os animais fiquem mais ativos, iniciem ou intensifiquem o período reprodutivo, e passem a circular com mais frequência por áreas urbanas e residenciais.

É também o momento em que espécies como gambás, aves, ouriços e corujas, entre outras, saem mais, em busca de comida e abrigos. E em que animais jovens começam a explorar o ambiente, aparecendo em locais onde normalmente não seriam observados.

Por isso, com a aproximação dos centros urbanos do habitat dessas espécies, é comum encontrá-las revirando lixo e buscando frutas em árvores. Ao tentar espantá-los, as pessoas, muitas vezes, acabam por machucá-los. Mesmo que pensem em ajudar, mexer nessas ninhadas é prejudicial.

Alguns desses animais têm hábitos noturnos, assim o correto é deixá-los acomodados durante o dia, enquanto dormem, e esperar que partam à noite por conta própria, o que sempre acontece.

Outra recomendação importante é não tentar capturar nem oferecer alimento. O ideal é manter distância e permitir que o animal siga seu caminho.

No caso das aves, a primavera é marcada pela formação de casais, construção de ninhos, postura de ovos e cuidados com as crias. Ou seja, encontrar um filhote no chão nem sempre significa que ele esteja abandonado.

Algumas espécies deixam o ninho antes de terem pleno domínio do voo e continuam sendo alimentadas e protegidas pelos pais. Por isso, a orientação é evitar recolher o animal imediatamente, intervir somente se ele estiver apresentando de forma visível risco de vida, e buscar orientação dos órgãos responsáveis quando houver dúvida.

COMO PREVENIR – Para a população, o recomendado é vedar as aberturas entre os telhados e forros. Lembre-se também de recolher outras possíveis fontes de alimentos (rações de cães e gatos), manter lixeiras fechadas com tampas, não alimentar e deixar seu pátio limpo – dessa forma não atrai animais que fazem parte da dieta dessas espécies.

Caso encontre algum animal silvestre em sua residência ou perímetros urbanos, a indicação é entrar em contato com o órgão ambiental mais próximo. O WhatsApp do setor de fauna do IAT é (41) 99554-3114.

Texto: Secretaria do Desenvolvimento Sustentável do Paraná

Trabalho em conjunto escola e família contribuem no desenvolvimento mental das crianças

A infância e a adolescência são períodos de intensas mudanças. Nessa fase, o cérebro, as emoções e as habilidades sociais estão em formação, em pleno desenvolvimento. Toda experiência de vida pode ser muito significativa para formar memórias e construir traços de personalidade, assim, a convivência familiar, escolar e comunitária influenciam diretamente nesse processo, mesmo que não tenhamos controle total sobre isso.

Todos estamos sujeitos a passar por traumas, pois passamos por fases onde somos vulneráveis e imaturos. Por isso, escola e família desempenham um papel essencial na promoção da saúde mental e na identificação precoce de sinais de sofrimento psíquico, pois a criança necessita dos adultos para crescer e amadurecer.

Pais, responsáveis e educadores podem contribuir significativamente para a promoção da saúde mental por meio de atitudes simples no cotidiano, como acolher, ouvir sem julgar, sem se preocupar em entregar respostas prontas. Não é frescura, não é mimimi.

A OMS estima que 1 em cada 7 crianças e adolescentes (entre 10 a 19 anos) vive com algum transtorno mental, representando cerca de 14% dessa faixa etária na população mundial. Entre esses transtornos, ansiedade e depressão estão entre as principais causas de adoecimento e podem estar presentes em conjunto ou isoladamente em relação a outros sintomas preocupantes na infância como déficit de atenção, hiperatividade, impulsividade, rigidez cognitiva, desregulação sensorial, entre outros.

Reserve diariamente alguns minutos para conversar sem pressa, ouvindo com interesse o que a criança tem a dizer. Desenvolva um diálogo com perguntas abertas, como: “Como foi a melhor parte do seu dia?” ou “teve alguma coisa difícil hoje?”

Muitas crianças expressam emoções com mais facilidade durante brincadeiras, durante o faz-de-conta, durante um momento de jogos do que em conversas formais. Também é importante validar os sentimentos da criança naquele momento. Em vez de frases como “isso não é motivo para chorar”, “isso nem é nada”,” quando você crescer é que você vai entender” ou “você precisa ser forte”, experimente dizer: “entendo que isso foi difícil para você”, “pode ser complicado agora, mas vai passar”, “você é capaz de fazer coisas difíceis”, “vamos pensar juntos em uma forma de resolver esse problema”.

Sentir-se compreendido fortalece a confiança e favorece o desenvolvimento de estratégias saudáveis para lidar com as emoções. Buscar ajuda não significa que a família falhou com o seu papel protetivo. Pelo contrário: reconhecer que uma criança precisa de apoio demonstra muita sensibilidade, cuidado, responsabilidade e compromisso com seu desenvolvimento pleno.

Quanto mais cedo o sofrimento emocional for identificado, maiores são as possibilidades de intervenção e de construção de um futuro saudável e cheio de possibilidades. Cuidar da saúde mental é um compromisso compartilhado entre família, escola, profissionais de saúde e toda a comunidade. Quando adultos oferecem escuta, acolhimento e proteção, ajudam crianças e adolescentes a desenvolver recursos emocionais que levarão por toda a vida.

Lorena Carvalho, psicóloga (CRP 08/37182) da Secretaria de Educação, Cultura e Esporte de Tamarana.

Como está a sua saúde mental?

Os desafios do dia a dia nos afetam a todo tempo. E, como lidamos com ele?

Preocupados com a saúde mental dos cidadãos do município, profissionais da Secretaria da Educação, órgão pertencente à Prefeitura de Tamarana, trabalham não só no atendimento às pessoas em situação de vulnerabilidade, mas também em ações educativas voltada à saúde mental por uma equipe multiprofissional da pasta.

Sobre o tema, confira abaixo análise da assistente social Mayla APª Valentin Gonçalves.

Às vezes a parte mais difícil de lidar com a mente não é o barulho, mas o silêncio. Sabe aquele sorriso que você coloca no rosto quando alguém pergunta se está tudo bem? Ou aquela sensação de que existe um furacão acontecendo dentro de você, e o mundo parecer rodar em câmera lenta.

Nem sempre é fácil explicar o que sentimos, estamos enfrentando medos, inseguranças, ansiedade ou tristeza. E tudo isso pode passar despercebido por quem está ao nosso redor. “o que ninguém vê” convida todos a refletirem sobre as emoções, a importância de cuidar da saúde mental e a entender que pedir ajuda não é sinal de fraqueza, mas de coragem, que ninguém precisa carregar seus sentimentos sozinhos e que conversar pode ser o primeiro passo para encontrar apoio e esperança.

Eu sei exatamente como é, também já caminhei por esse labirinto de emoções, já me senti sozinha apesar de estar rodeada de pessoas e achei que essa sensação nunca fosse passar. Mas aqui está a verdade que eu aprendi na prática!

Você não precisa carregar esse peso sozinho! Eu aprendi que pedir ajuda não é um sinal de fraqueza, mas o ato de coragem mais poderoso que alguém pode ter. Superar não significa que os problemas desaparecem, mas que você ganha ferramentas para não deixar que eles ditem o seu futuro.

Assim como eu você não precisa enfrentar tudo sozinho. Sempre haverá alguém disposto a ouvir, acolher e ajudar, porque, muitas vezes, o que ninguém vê é exatamente o que mais precisa de cuidado.

 Mayla apª Valentin Gonçalves, assistente social

Produtores devem manter cadastro do imóvel atualizado para obter o CCIR

Documento emitido pelo Incra comprova a regularidade cadastral do imóvel rural e é exigido em operações como venda, arrendamento e acesso a financiamentos

Com o prazo de entrega vencido em junho, os proprietários e possuidores de imóveis rurais de Tamarana que ainda não fizeram a atualização anual do Certificado de Cadastro de Imóvel Rural (CCIR) devem realizá-la o quanto antes. O serviço é realizado pela Prefeitura Municipal, por meio do Programa Terra Cidadã, com atendimento no Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Tamarana, ou pode ser feito pela plataforma Gov.BR. Emitido pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), o documento comprova a regularidade cadastral da propriedade ou posse no Sistema Nacional de Cadastro Rural (SNCR).

O certificado tem validade anual e o documento de cada exercício substitui o anterior. Em Tamarana, o cadastro alcança mais de 1.044 famílias que vivem na zona rural, entre elas moradores da Reserva Indígena Apucaraninha. A atualização permite que o Incra mantenha informações sobre os titulares, área, localização, exploração e classificação fundiária dos imóveis.

A servidora responsável pelo atendimento do Programa Terra Cidadã, Giovanna Sampaio Castro, explica que o cadastro reúne informações necessárias para identificar a situação de cada imóvel. Segundo ela, o registro permite saber quem são os proprietários ou possuidores, a área e a atividade desenvolvida no local. “É para saber quem são os donos, o que planta e quem é o representante legal da terra.”

O cadastro também contempla situações em que o imóvel possui mais de um proprietário, além de informações sobre a documentação e a exploração da área. “O Incra orienta que os dados sejam atualizados sempre que houver alteração de área, titularidade, exploração ou situação jurídica do imóvel”, destaca.

Regularidade

A regularidade do CCIR tem relação direta com diversas operações que envolvem propriedades rurais. O documento é necessário para transferir, arrendar, hipotecar, desmembrar ou partilhar um imóvel rural. Também é exigido por instituições financeiras em operações de crédito destinadas à propriedade.

Por isso, afirma Giovanna, a falta de atualização pode dificultar a venda da propriedade e o acesso a serviços financeiros relacionados ao imóvel. “Sem o cadastro atualizado, fica difícil vender e também conseguir algumas coisas relacionadas ao banco ou a recursos que vêm do governo”, afirma a servidora.

Ela explica que a emissão do CCIR depende de o imóvel estar regular no SNCR. Caso existam dados divergentes ou pendências cadastrais, o proprietário precisa atualizar as informações antes da emissão do documento.

Atualização

Em Tamarana, os produtores podem procurar o atendimento do Programa Terra Cidadã, realizado pela Prefeitura, para receber orientação e encaminhar a atualização cadastral. Giovanna atende no Sindicato dos Trabalhadores Rurais de segunda a quinta-feira e, às sextas-feiras, na Secretaria de Agricultura.

Para o atendimento, é necessário apresentar a documentação do imóvel. Entre os documentos solicitados está a matrícula atualizada, além das informações dos titulares e da exploração da propriedade. De acordo com Giovanna, após o encaminhamento da documentação ao Incra, o órgão analisa as informações e, caso não existam pendências, o certificado é liberado.

O cadastro reúne informações como área do imóvel, identificação dos proprietários, documentação, situação conjugal dos titulares e atividades desenvolvidas na propriedade, como produção agrícola e criação de animais.

Mesmo após o período de emissão, o produtor que ainda não regularizou a situação deve procurar atendimento para verificar eventuais pendências e emitir o certificado. Giovanna completa que a atualização cadastral não se limita ao período de emissão anual. “O Incra orienta que o cadastro seja alterado sempre que houver mudanças nas informações do imóvel”, observa.

Para os produtores de Tamarana, a orientação é conferir a situação do imóvel e manter a documentação atualizada, principalmente antes de operações de compra e venda, financiamento, arrendamento ou outras ações que exijam a regularidade cadastral.

Atendimento: Programa Terra Cidadã, da Prefeitura de Tamarana, no Sindicato dos Trabalhadores Rurais, de segunda a quinta-feira. Na sexta-feira, o atendimento é realizado na Secretaria de Agricultura.

Tamarana recebe apoio da Defesa Civil

As famílias atingidas pelo vendaval do dia 21 de setembro e cadastradas no levantamento da Prefeitura de Tamarana começaram a receber ajuda humanitária da Defesa Civil. Com o trabalho em conjunto da atual gestão, a equipe da prefeitura distribuirá 250 cestas básicas, kits de higiene e de limpeza, 40 colchões de solteiro, 40 kits dormitório (1 cobertor de solteiro, 1 lençol de solteiro, 1 fronha e 1 travesseiro) e mais 500 telhas. O material, segundo o levantamento prévio, será suficiente para atender à demanda da população.

Um dos bairros mais atingidos foi a comunidade Bom Pastor, região mais elevada localizada na área urbana da cidade. A prefeita Luzia Harue Suzukawa afirma que essa parceria veio em um momento em que a população mais precisa. “Ficamos felizes com a chegada dessa ajuda humanitária. Estamos ao lado das famílias que sofreram com o vendaval. Toda a gestão, junto com a população, está mobilizada para reconstruir o que foi danificado e garantir amparo a quem precisa”, declarou.

Os trabalhos com a Defesa Civil contam com o apoio do sargento Reno Augustus Pereira Pugin, que atua no Núcleo de Atuação Regional (NAR) da Defesa Civil, sediado em Londrina, e do subtenente Gilceno Guevara Lopes.

Ocorrência
O vendaval que atingiu Tamarana na noite de 21 de setembro de 2026 provocou danos em áreas urbanas e rurais do município. O balanço preliminar, uma estimativa, indica que mais de 250 residências sofreram algum tipo de dano, e a comunidade Bom Pastor foi a área mais atingida. Não houve registro de desabrigados. Foram contabilizadas 40 pessoas desalojadas, que buscaram abrigo temporário em casas de familiares e amigos. Outras 300 famílias tiveram suas moradias danificadas, mas permaneceram nos próprios domicílios.

Como resposta emergencial, a gestão municipal organizou a destinação de 1.500 telhas de fibrocimento às famílias atingidas. As entregas começaram na noite de 23 de setembro e seguem em andamento, com prioridade para os casos de destelhamento parcial e total.

As equipes da Secretaria de Obras atuaram na remoção de árvores caídas e estruturas comprometidas em nove bairros e localidades rurais, com escavadeiras hidráulicas, retroescavadeiras, motosserras e caminhões-caçamba. A operação incluiu ainda o abastecimento de caixa d’água na Vila Rural II.

Na área da saúde, quatro unidades sofreram danos estruturais com destelhamento parcial e infiltrações. As Unidades Básicas de Saúde Edson Siena e Iracema Decol tiveram atendimentos temporariamente suspensos para reparos. A Vigilância Sanitária e a UBS Plínio Pereira de Araújo também registraram avarias, com providências já em execução.

Na zona rural, a Secretaria de Agricultura contabilizou prejuízos em estufas, barracões, granjas e leiterias, com perda de estrutura produtiva e mortalidade parcial de aves em algumas propriedades.

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