Pré-conferências ajudam a alinhar o rumo da saúde no município

A realização de pré-conferências de saúde marca a preparação para a 12ª Conferência Municipal de Saúde de Tamarana, que será realizada no dia 27 de maio. Com o tema “Saúde, Democracia, Soberania e SUS: cuidar do povo é cuidar do Brasil”, os encontros têm como objetivo ouvir a população, levantar propostas e definir representantes para a etapa principal.

Ontem (05) ocorreu a pré-conferencia na área urbana no Centro Social Urbano e contou com a presença da Prefeita Municipal, Luzia Harue Suzukawa, membros da Câmara Municipal, líderes religiosos representantes da Igreja Assembleia de Deus e da Igreja Presbiteriana do Brasil, além dos presidentes das Associações de Moradores dos bairros Enes Barbosa, Manoel Batista Vieira e Vila Rural I, do Presidente do Instituto Desenvolve Tamarana, Presidente do Sindicato de Trabalhadores Rurais, conselheiros municipais de saúde e usuários da área urbana.

O tema central da conferência foi: “Saúde, Democracia, Soberania e SUS: cuidar do povo é cuidar do Brasil”. Com base nesse tema, foram realizadas atividades em grupo com o objetivo de elaborar propostas a serem implementadas na saúde do município. Após as atividades, cada grupo, por meio de um representante, apresentou suas propostas, seguido de um debate construtivo entre os participantes e escolha dos delegados que representarão as entidades na Conferência Municipal de Saúde.

As pré-conferências fazem parte do processo de construção das políticas públicas de saúde. Nesses encontros, a população apresenta demandas, avalia os serviços e contribui com sugestões que poderão ser votadas e incluídas no Plano Municipal de Saúde para os próximos quatro anos.

A secretária municipal de Saúde, Viviane Granado Barreira da Silva, destaca que o processo garante participação social e contribui para a organização do sistema. “Esse é o momento de avaliar, de trazer críticas e de construir propostas junto com a gestão”, afirma. Segundo ela, ações executadas nos últimos anos tiveram origem em propostas anteriores. “A ampliação de médicos no Hospital São Francisco, o aumento de consultas em pediatria e psiquiatria, a ampliação da equipe odontológica e a reforma do hospital são resultados de propostas discutidas pela população”, explica.

A diretora de ações em saúde, Kaciane Brabo de Moura Oliveira Leonardo, ressalta a função das pré-conferências dentro do calendário da saúde pública. “As conferências acontecem a cada quatro anos e, nesse intervalo, são realizadas plenárias para avaliar o plano municipal. As pré-conferências são importantes porque antecipam o debate e permitem identificar as necessidades antes da conferência”, observa.

Ela também explica a organização dos encontros. “O conselho é paritário, então as pré-conferências seguem essa lógica. Já realizamos com gestores e prestadores, com trabalhadores da saúde e agora com os usuários, que representam 50% do conselho”, afirma. Segundo Kaciane, serão duas etapas com a população. “Uma acontece na área urbana (hoje) e outra na área rural, para garantir acesso e participação”, aponta.

Outro ponto destacado é a eleição de delegados. “Na pré-conferência são escolhidos os delegados que terão direito a voto na conferência. Todos podem falar, mas o delegado vota nas propostas”, explica. Ao todo, serão 24 delegados, sendo 12 representantes dos usuários.

O presidente do Conselho Municipal de Saúde, Edison Roberto Rodrigues, reforça que as pré-conferências são uma consulta pública. “A gente tira as propostas da base e leva para a conferência, onde serão discutidas e aprovadas. Depois, seguem para as etapas estadual e nacional, se forem consideradas relevantes”, afirma.

Ele também detalha a organização das etapas. “Dividimos em quatro momentos: gestores e prestadores, trabalhadores da saúde e agora os usuários da área urbana e rural. Esse processo prepara a conferência municipal”, diz.

As pré-conferências ampliam a participação popular e permitem que diferentes segmentos contribuam com a construção das políticas de saúde. “O gestor tem uma visão, o trabalhador tem outra e o usuário também. É necessário ouvir todos para definir as ações”, afirma Viviane.

Os encontros também buscam fortalecer o Sistema Único de Saúde (SUS). “É uma oportunidade de participação e de construção coletiva. A população pode expor suas necessidades e contribuir com o planejamento”, conclui a secretária.

Da esquerda para a direita Kaciane Brabo de Moura Oliveira Leonardo e Viviane Granado Barreira da Silva
Edison Roberto Rodrigues

Acessar o conteúdo