Tamarana sediou, no dia 20, um encontro entre membros do Consórcio Intermunicipal de Saúde do Médio Paranapanema (Cismepar) e a equipe de saúde do município. Participaram a pediatra do consórcio, Rosana Hashimoto, e a facilitadora Márcia Avelar. Do lado do município, estiveram presentes os médicos da saúde da família, os enfermeiros e a pediatra Débora Krulewski Martins.
A reunião teve como pauta o fluxo de encaminhamento de crianças menores de 2 anos. A equipe retomou o processo e relembrou os critérios que definem quais crianças devem ser encaminhadas.
Segundo a pediatra Rosana Hashimoto, o objetivo é manter atenção ao cuidado infantil para evitar sofrimento às crianças. Ela explica que fatores diversos podem levar a essa situação, entre eles complicações na gestação. “Por exemplo, uma mãe de alto risco: é preciso verificar se a criança também não será de alto risco e se precisa ser encaminhada”, afirma. De acordo com a pediatra, o trabalho consiste em acompanhar cada caso para identificar quem precisa de encaminhamento.
Segundo ela, a atenção à saúde nos primeiros dois anos de vida tem peso para o futuro da criança. Esse período é uma janela de oportunidades para adotar hábitos e atitudes que influenciam o desenvolvimento do bebê. A epigenética (estudo dos genes) indica que fatores do ambiente, como alimentação, estresse, atividade física e exposição ao fumo e ao álcool, repercutem nos indicadores de saúde e doença a curto e a longo prazo.
Os primeiros 1.000 dias de vida, contados da concepção até o segundo aniversário da criança, avalia, definem as bases de uma vida saudável. A prevenção, feita por profissionais de várias áreas, é o caminho para esse resultado. Para a pediatra, a criança precisa de um ambiente seguro para crescer e se desenvolver. Somado aos fatores genéticos, completa, esse ambiente permite alcançar a capacidade das habilidades motoras, cognitivas e socioafetivas. A qualidade das consultas de puericultura reflete na saúde física e emocional das crianças e na sobrevida infantil. “Aos profissionais de saúde cabe orientar a família, acompanhar o crescimento e o desenvolvimento, definir estratégias de prevenção de agravos e intervir nos casos de famílias em situação de vulnerabilidade”, conclui.
