Saúde promove encontros para quem quer parar de fumar
Os dados do DATASUS referentes a 2024 mostram aumento das mortes por câncer de traqueia, brônquios e pulmão provocadas pelo tabaco no Brasil. O total
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Os dados do DATASUS referentes a 2024 mostram aumento das mortes por câncer de traqueia, brônquios e pulmão provocadas pelo tabaco no Brasil. O total subiu 14% em quatro anos: foram 28.620 óbitos em 2020 e 32.557 em 2024. Para ajudar no combate ao tabagismo, a Secretaria de Saúde de Tamarana mantém um programa de encontros para quem quer parar de fumar.
Milena Lazzarotti, médica da UBS Padre Carmel Bezzina e integrante do programa, explica que os encontros funcionam como “um espaço de acolhimento e apoio” aos pacientes que querem parar de fumar.
O programa antitabagismo reúne grupos de um determinado número de pessoas. Inicia com quatro encontros semanais, seguido de mensal e até, se for possível, anual. Na UBS Padre Carmel Bezzina, a equipe de saúde trata dos benefícios de parar de fumar, das estratégias para lidar com a ansiedade e com os gatilhos, e avalia quem precisa de medicamento.
Para participar, o paciente relata na recepção o motivo da consulta e a vontade de parar de fumar. Em seguida, coloca o nome na lista do grupo. A médica diz que a decisão parte do paciente: “ele precisa querer parar de fumar”. Os pacientes que chegam à unidade já têm, em geral, doença ligada ao cigarro. Milena cita a doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) como a que mais aparece. Segundo ela, a nicotina causa a alteração nos pulmões, e o quadro piora com o tempo. Os sintomas incluem falta de ar, tosse com catarro e “chiado no peito”. O cigarro também causa problemas de circulação do sangue e do coração ao longo dos anos.

A Biblioteca Municipal de Tamarana recebeu, nesta sexta-feira, um encontro sobre gestão e educação financeira para pequenos produtores rurais, que reuniu mais de 70 pessoas. O evento foi promovido pelo Sindicato dos Trabalhadores Rurais, com apoio do SENAR, da FETAEP e da Prefeitura, por meio da Secretaria de Agricultura e Turismo, e contou com a participação do Sicredi e do Instituto de Desenvolvimento Rural (IDR).
De acordo com a presidente do sindicato, Vanusa Regina Sampaio, havia 58 inscritos, mas cerca de 70 pessoas compareceram. A programação reuniu apresentações sobre o cultivo de abacate e maracujá, alternativas de renda para a agricultura familiar, crédito fundiário e sucessão rural.
Cada parceiro atuou em uma frente. O Sicredi conduziu o treinamento sobre administração do negócio e investimentos na propriedade, enquanto o IDR apresentou cursos de fruticultura como alternativa de renda. Já a Secretaria de Agricultura e Turismo, por sua vez, levou projetos de nutrição do solo, como o fornecimento de calcário, além de programas de máquinas para melhorias no campo.
A secretária municipal de Agricultura e Turismo, Juliana Elisa Silva de Quadros, explicou que a divisão de tarefas fortalece o trabalho com os produtores. “O sindicato com a parte de treinamento, o crédito fundiário, e o pessoal do IDR apresentando uma questão produtiva”, afirmou. Segundo ela, a fruticultura funciona bem em pequenas propriedades.
Crédito
Sobre o crédito fundiário, Vanusa informou que o sindicato acompanha 14 projetos de compra de terra e dois de sucessão rural. Podem participar filhos e netos de agricultores que tenham cinco anos de experiência na atividade. O financiamento chega a R$ 298 mil por projeto e, na região, costuma garantir de um a um alqueire e meio. A presidente explicou que os projetos aguardam apenas as escrituras e o pagamento do governo.
A prefeita Luzia Harue Suzukawa compareceu ao evento e agradeceu a presença dos produtores e ressaltou que a união entre as entidades torna o trabalho possível. “A atual gestão reforça com o seu apoio o compromisso com o produtor local ao levar projetos e orientações que ajudam a melhorar a produção no campo.”, disse. Ela afirmou que o aprendizado do dia é prático e pode ser aplicado na organização financeira de cada propriedade, e pediu que os produtores persistam nos seus objetivos.
Entre os participantes estava a produtora de leite Débora Silva, do Mandassaia. Ela mora na propriedade do pai, tem três cabeças de gado e quer ampliar a criação. Ao ser questionada sobre a principal dificuldade na produção leiteira, respondeu: “Dinheiro para investir”.




A tempestade que trouxe grandes prejuízos para a cidade de Tamarana no dia 21 de setembro fez com que a população vivesse as consequências das mudanças climáticas que vêm ocorrendo nas últimas décadas. Neste último evento, mais de 250 casas foram destelhadas por um vendaval que superou a marca de 100 km/h.
Além da destruição patrimonial, o excesso de chuvas provocado pelo El Niño poderá, segundo informações do Ministério da Saúde, elevar os casos de dengue. De acordo com o levantamento semanal da Secretaria da Saúde, Tamarana possui 146 casos notificados. Desse total, houve 5 confirmações, 128 casos descartados e 13 em investigação. A Secretaria Municipal de Saúde segue com afinco no monitoramento da doença.
De acordo com projeções desenvolvidas pelo InfoDengue/Fiocruz, o Brasil poderá registrar cerca de 1,7 milhão de casos de dengue em 2027. A população pode ajudar para que esse cenário não aconteça, adotando atitudes simples, como não deixar água parada em vasos de plantas, caixas-d’água descobertas, lixo jogado na rua ou em terrenos baldios, que podem acumular água.

O Instituto Água e Terra (IAT) alerta a população para a mudança de comportamento de espécies da fauna silvestre com o início da primavera, a partir de terça-feira (22). De acordo com técnicos órgão vinculado à Secretaria de Estado do Desenvolvimento Sustentável (Sedest), o aumento gradativo das temperaturas faz com que os animais fiquem mais ativos, iniciem ou intensifiquem o período reprodutivo, e passem a circular com mais frequência por áreas urbanas e residenciais.
É também o momento em que espécies como gambás, aves, ouriços e corujas, entre outras, saem mais, em busca de comida e abrigos. E em que animais jovens começam a explorar o ambiente, aparecendo em locais onde normalmente não seriam observados.
Por isso, com a aproximação dos centros urbanos do habitat dessas espécies, é comum encontrá-las revirando lixo e buscando frutas em árvores. Ao tentar espantá-los, as pessoas, muitas vezes, acabam por machucá-los. Mesmo que pensem em ajudar, mexer nessas ninhadas é prejudicial.
Alguns desses animais têm hábitos noturnos, assim o correto é deixá-los acomodados durante o dia, enquanto dormem, e esperar que partam à noite por conta própria, o que sempre acontece.
Outra recomendação importante é não tentar capturar nem oferecer alimento. O ideal é manter distância e permitir que o animal siga seu caminho.
No caso das aves, a primavera é marcada pela formação de casais, construção de ninhos, postura de ovos e cuidados com as crias. Ou seja, encontrar um filhote no chão nem sempre significa que ele esteja abandonado.
Algumas espécies deixam o ninho antes de terem pleno domínio do voo e continuam sendo alimentadas e protegidas pelos pais. Por isso, a orientação é evitar recolher o animal imediatamente, intervir somente se ele estiver apresentando de forma visível risco de vida, e buscar orientação dos órgãos responsáveis quando houver dúvida.
COMO PREVENIR – Para a população, o recomendado é vedar as aberturas entre os telhados e forros. Lembre-se também de recolher outras possíveis fontes de alimentos (rações de cães e gatos), manter lixeiras fechadas com tampas, não alimentar e deixar seu pátio limpo – dessa forma não atrai animais que fazem parte da dieta dessas espécies.
Caso encontre algum animal silvestre em sua residência ou perímetros urbanos, a indicação é entrar em contato com o órgão ambiental mais próximo. O WhatsApp do setor de fauna do IAT é (41) 99554-3114.
Texto: Secretaria do Desenvolvimento Sustentável do Paraná

A infância e a adolescência são períodos de intensas mudanças. Nessa fase, o cérebro, as emoções e as habilidades sociais estão em formação, em pleno desenvolvimento. Toda experiência de vida pode ser muito significativa para formar memórias e construir traços de personalidade, assim, a convivência familiar, escolar e comunitária influenciam diretamente nesse processo, mesmo que não tenhamos controle total sobre isso.
Todos estamos sujeitos a passar por traumas, pois passamos por fases onde somos vulneráveis e imaturos. Por isso, escola e família desempenham um papel essencial na promoção da saúde mental e na identificação precoce de sinais de sofrimento psíquico, pois a criança necessita dos adultos para crescer e amadurecer.
Pais, responsáveis e educadores podem contribuir significativamente para a promoção da saúde mental por meio de atitudes simples no cotidiano, como acolher, ouvir sem julgar, sem se preocupar em entregar respostas prontas. Não é frescura, não é mimimi.
A OMS estima que 1 em cada 7 crianças e adolescentes (entre 10 a 19 anos) vive com algum transtorno mental, representando cerca de 14% dessa faixa etária na população mundial. Entre esses transtornos, ansiedade e depressão estão entre as principais causas de adoecimento e podem estar presentes em conjunto ou isoladamente em relação a outros sintomas preocupantes na infância como déficit de atenção, hiperatividade, impulsividade, rigidez cognitiva, desregulação sensorial, entre outros.
Reserve diariamente alguns minutos para conversar sem pressa, ouvindo com interesse o que a criança tem a dizer. Desenvolva um diálogo com perguntas abertas, como: “Como foi a melhor parte do seu dia?” ou “teve alguma coisa difícil hoje?”
Muitas crianças expressam emoções com mais facilidade durante brincadeiras, durante o faz-de-conta, durante um momento de jogos do que em conversas formais. Também é importante validar os sentimentos da criança naquele momento. Em vez de frases como “isso não é motivo para chorar”, “isso nem é nada”,” quando você crescer é que você vai entender” ou “você precisa ser forte”, experimente dizer: “entendo que isso foi difícil para você”, “pode ser complicado agora, mas vai passar”, “você é capaz de fazer coisas difíceis”, “vamos pensar juntos em uma forma de resolver esse problema”.
Sentir-se compreendido fortalece a confiança e favorece o desenvolvimento de estratégias saudáveis para lidar com as emoções. Buscar ajuda não significa que a família falhou com o seu papel protetivo. Pelo contrário: reconhecer que uma criança precisa de apoio demonstra muita sensibilidade, cuidado, responsabilidade e compromisso com seu desenvolvimento pleno.
Quanto mais cedo o sofrimento emocional for identificado, maiores são as possibilidades de intervenção e de construção de um futuro saudável e cheio de possibilidades. Cuidar da saúde mental é um compromisso compartilhado entre família, escola, profissionais de saúde e toda a comunidade. Quando adultos oferecem escuta, acolhimento e proteção, ajudam crianças e adolescentes a desenvolver recursos emocionais que levarão por toda a vida.
Lorena Carvalho, psicóloga (CRP 08/37182) da Secretaria de Educação, Cultura e Esporte de Tamarana.
Os desafios do dia a dia nos afetam a todo tempo. E, como lidamos com ele?
Preocupados com a saúde mental dos cidadãos do município, profissionais da Secretaria da Educação, órgão pertencente à Prefeitura de Tamarana, trabalham não só no atendimento às pessoas em situação de vulnerabilidade, mas também em ações educativas voltada à saúde mental por uma equipe multiprofissional da pasta.
Sobre o tema, confira abaixo análise da assistente social Mayla APª Valentin Gonçalves.
Às vezes a parte mais difícil de lidar com a mente não é o barulho, mas o silêncio. Sabe aquele sorriso que você coloca no rosto quando alguém pergunta se está tudo bem? Ou aquela sensação de que existe um furacão acontecendo dentro de você, e o mundo parecer rodar em câmera lenta.
Nem sempre é fácil explicar o que sentimos, estamos enfrentando medos, inseguranças, ansiedade ou tristeza. E tudo isso pode passar despercebido por quem está ao nosso redor. “o que ninguém vê” convida todos a refletirem sobre as emoções, a importância de cuidar da saúde mental e a entender que pedir ajuda não é sinal de fraqueza, mas de coragem, que ninguém precisa carregar seus sentimentos sozinhos e que conversar pode ser o primeiro passo para encontrar apoio e esperança.
Eu sei exatamente como é, também já caminhei por esse labirinto de emoções, já me senti sozinha apesar de estar rodeada de pessoas e achei que essa sensação nunca fosse passar. Mas aqui está a verdade que eu aprendi na prática!
Você não precisa carregar esse peso sozinho! Eu aprendi que pedir ajuda não é um sinal de fraqueza, mas o ato de coragem mais poderoso que alguém pode ter. Superar não significa que os problemas desaparecem, mas que você ganha ferramentas para não deixar que eles ditem o seu futuro.
Assim como eu você não precisa enfrentar tudo sozinho. Sempre haverá alguém disposto a ouvir, acolher e ajudar, porque, muitas vezes, o que ninguém vê é exatamente o que mais precisa de cuidado.
Mayla apª Valentin Gonçalves, assistente social