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Dezenas de mulheres do município participaram, na última sexta-feira (30), da Caminhada do Outubro Rosa, que teve como objetivo conscientizar a população sobre a importância da prevenção ao câncer de mama. Em outubro, as unidades de saúde de Tamarana realizaram 183 coletas de preventivo, 40 mamografias e 20 ultrassons. O percurso começou no Centro Social Urbano, passou pela Câmara Municipal e terminou na praça matriz.
A caminhada contou com a participação da Polícia Militar, da Polícia Civil e da Patrulha Maria da Penha.
Segundo a secretária municipal de Saúde, Viviane Granado Barreira da Silva, a caminhada encerra a programação do mês de campanha. Ela afirma que a ação trata da prevenção ao câncer de mama e do cuidado com a saúde da mulher como um todo.
Durante outubro, o município organizou agendas adicionais nas unidades de saúde, com atendimento aos sábados e à noite, para mulheres que trabalham o dia todo. Nessas agendas, foram oferecidos preventivo, solicitação de mamografia e de ultrassom de mama, vacinação e atendimento odontológico.
Entre as participantes, Elvira dos Santos, de 65 anos, afirmou que a campanha tem importância para a população. “É muito importante pra todos nós”, disse. Ela faz parte de um grupo de ginástica e realiza preventivo e mamografia todos os anos.
A secretária lembrou que o município mantém horário estendido nas unidades básicas de saúde, uma vez por mês em cada posto. O programa funciona na unidade central e no posto do Juninho e atende quem tem dificuldade de liberação do trabalho para fazer vacinas ou exames. Viviane Silva informou que a taxa de mortalidade do câncer de mama é elevada e que a descoberta da doença no início aumenta as chances de cura. Ela disse que muitas mulheres deixam de procurar os serviços de saúde, embora os exames do colo do útero e de mama sejam gratuitos, e que a caminhada busca estimular a procura pelos exames na família e no ambiente de trabalho. A secretária também pediu que os homens apoiem as pacientes, pois o tratamento leva tempo.
Encontro com trabalhadores abre o ciclo que termina na Conferência dos Direitos da Criança e do Adolescente
A Prefeitura de Tamarana, por meio da Secretaria de Assistência Social e do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA), realizou nesta quinta-feira (29) a Pré-conferência dos Direitos da Crianças e Adolescentes, voltada a profissionais da educação, da assistência social e da saúde. O encontro reúne trabalhadores das secretarias de Saúde, Educação e Assistência Social, além de integrantes do Conselho Tutelar.
A pré-conferência discute os eixos da Conferência e levanta propostas de políticas públicas para crianças e adolescentes do município. Nesta edição, o evento contou com a participação de Paulo Líbano, artista circense em uma Cia da cidade de Londrina, produtor cultural e assistente social para apresentar um pouco do seu repertório e a importância do fortalecimento da rede de assistência. A assistente social do CREAS de Tamarana, Mayla Aparecida Valentin Gonçalves, conta que a organização da atividade leva de dois a três meses. “O futuro de Tamarana são nossas crianças e nossos adolescentes”, afirma.
A secretária de Assistência Social, Ariana Almeida Rocha Costa, explica que o evento faz parte de um calendário de etapas. “Temos a primeira pré, temos mais uma e depois a conferência”, diz. Para ela, o encontro marca os primeiros passos para preparar propostas e garantir direitos. “É um espaço para escutar”, declara. Ela informa que toda a equipe do município participa.
A secretária de Educação, Cultura e Esportes, Vilmair de Fátima Bittencourt Barbosa, destaca a importância do trabalho conjunto entre a educação, a assistência social e o Conselho Tutelar na garantia dos direitos de crianças e adolescentes. Ela ressalta que as escolas enfrentam desafios relacionados a conflitos nas relações interpessoais e à compreensão dos direitos e deveres por parte de alguns estudantes e famílias. Para ela, é fundamental ampliar o diálogo e desenvolver ações de conscientização nas escolas, envolvendo também as famílias. “Quando todos participam e trabalham em parceria, conseguimos compreender melhor as situações e buscar soluções que contribuam para o desenvolvimento e o bem-estar das nossas crianças e adolescentes”.
A segunda pré-conferência e a Conferência dos Direitos da Criança e do Adolescente seguem o calendário do CMDCA. Não se silencie, ao viver ou testemunhar casos de violência física ou emocional, disque 100. Denuncie.
A Prefeitura de Tamarana recebeu nesta semana um caminhão caçamba adquirido por meio de convênio com o governo federal. O veículo reforça a frota usada nas obras de manutenção das estradas rurais do município.
Segundo a secretária municipal de Agricultura e Turismo, Juliana Elisa Silva de Quadros, o convênio com o Governo Federal resulta de uma negociação que a administração acompanha desde o ano passado. “O município buscou uma forma de adquirir um caminhão´ímpar´ para a cidade”, explica a secretária.
Juliana destaca que Tamarana tem mais de mil quilômetros de estradas rurais, que precisam de manutenção constante devido ao uso e também as intempéries climáticas. De acordo com a secretária, o caminhão tem implemento mais resistente e foi escolhido para atender as necessidades do campo.
O caminhão será usado pela Secretaria de Agricultura nas obras de pavimentação e na manutenção das estradas rurais. Também será usado no Programa de Desenvolvimento Econômico (PDE), e atenderá as demais secretarias, como a de Obras. “Não será ingessado somente com a Secretaria de Agricultura”, afirmou a secretária.
O município já tinha dois caminhões caçamba, que chegaram no fim do ano passado, frutos de um convênio com o governo do Estado. A secretária da pasta da agricultura destaca que a equipe administrativa trabalhou para cumprir os prazos de documentação e vencer a burocracia, mesmo em um ano atípico.
Durante a entrega técnica do veículo, ocorrida na última terça-feira (27), a prefeita Luzia Harue Suzukawa afirmou que o equipamento chega em “momento exato” de necessidade e deve acelerar os serviços. Segundo ela, a população e a zona rural serão atendidas. A prefeita reconheceu que o município ainda precisa de mais máquinas e caminhões. A celebração contou também com a presença do vice-prefeito João Vanite.
Tamarana sediou, no dia 20, um encontro entre membros do Consórcio Intermunicipal de Saúde do Médio Paranapanema (Cismepar) e a equipe de saúde do município. Participaram a pediatra do consórcio, Rosana Hashimoto, e a facilitadora Márcia Avelar. Do lado do município, estiveram presentes os médicos da saúde da família, os enfermeiros e a pediatra Débora Krulewski Martins.
A reunião teve como pauta o fluxo de encaminhamento de crianças menores de 2 anos. A equipe retomou o processo e relembrou os critérios que definem quais crianças devem ser encaminhadas.
Segundo a pediatra Rosana Hashimoto, o objetivo é manter atenção ao cuidado infantil para evitar sofrimento às crianças. Ela explica que fatores diversos podem levar a essa situação, entre eles complicações na gestação. “Por exemplo, uma mãe de alto risco: é preciso verificar se a criança também não será de alto risco e se precisa ser encaminhada”, afirma. De acordo com a pediatra, o trabalho consiste em acompanhar cada caso para identificar quem precisa de encaminhamento.
Segundo ela, a atenção à saúde nos primeiros dois anos de vida tem peso para o futuro da criança. Esse período é uma janela de oportunidades para adotar hábitos e atitudes que influenciam o desenvolvimento do bebê. A epigenética (estudo dos genes) indica que fatores do ambiente, como alimentação, estresse, atividade física e exposição ao fumo e ao álcool, repercutem nos indicadores de saúde e doença a curto e a longo prazo.
Os primeiros 1.000 dias de vida, contados da concepção até o segundo aniversário da criança, avalia, definem as bases de uma vida saudável. A prevenção, feita por profissionais de várias áreas, é o caminho para esse resultado. Para a pediatra, a criança precisa de um ambiente seguro para crescer e se desenvolver. Somado aos fatores genéticos, completa, esse ambiente permite alcançar a capacidade das habilidades motoras, cognitivas e socioafetivas. A qualidade das consultas de puericultura reflete na saúde física e emocional das crianças e na sobrevida infantil. “Aos profissionais de saúde cabe orientar a família, acompanhar o crescimento e o desenvolvimento, definir estratégias de prevenção de agravos e intervir nos casos de famílias em situação de vulnerabilidade”, conclui.
Os dados do DATASUS referentes a 2024 mostram aumento das mortes por câncer de traqueia, brônquios e pulmão provocadas pelo tabaco no Brasil. O total subiu 14% em quatro anos: foram 28.620 óbitos em 2020 e 32.557 em 2024. Para ajudar no combate ao tabagismo, a Secretaria de Saúde de Tamarana mantém um programa de encontros para quem quer parar de fumar.
Milena Lazzarotti, médica da UBS Padre Carmel Bezzina e integrante do programa, explica que os encontros funcionam como “um espaço de acolhimento e apoio” aos pacientes que querem parar de fumar.
O programa antitabagismo reúne grupos de um determinado número de pessoas. Inicia com quatro encontros semanais, seguido de mensal e até, se for possível, anual. Na UBS Padre Carmel Bezzina, a equipe de saúde trata dos benefícios de parar de fumar, das estratégias para lidar com a ansiedade e com os gatilhos, e avalia quem precisa de medicamento.
Para participar, o paciente relata na recepção o motivo da consulta e a vontade de parar de fumar. Em seguida, coloca o nome na lista do grupo. A médica diz que a decisão parte do paciente: “ele precisa querer parar de fumar”. Os pacientes que chegam à unidade já têm, em geral, doença ligada ao cigarro. Milena cita a doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) como a que mais aparece. Segundo ela, a nicotina causa a alteração nos pulmões, e o quadro piora com o tempo. Os sintomas incluem falta de ar, tosse com catarro e “chiado no peito”. O cigarro também causa problemas de circulação do sangue e do coração ao longo dos anos.
A Biblioteca Municipal de Tamarana recebeu, nesta sexta-feira, um encontro sobre gestão e educação financeira para pequenos produtores rurais, que reuniu mais de 70 pessoas. O evento foi promovido pelo Sindicato dos Trabalhadores Rurais, com apoio do SENAR, da FETAEP e da Prefeitura, por meio da Secretaria de Agricultura e Turismo, e contou com a participação do Sicredi e do Instituto de Desenvolvimento Rural (IDR).
De acordo com a presidente do sindicato, Vanusa Regina Sampaio, havia 58 inscritos, mas cerca de 70 pessoas compareceram. A programação reuniu apresentações sobre o cultivo de abacate e maracujá, alternativas de renda para a agricultura familiar, crédito fundiário e sucessão rural.
Cada parceiro atuou em uma frente. O Sicredi conduziu o treinamento sobre administração do negócio e investimentos na propriedade, enquanto o IDR apresentou cursos de fruticultura como alternativa de renda. Já a Secretaria de Agricultura e Turismo, por sua vez, levou projetos de nutrição do solo, como o fornecimento de calcário, além de programas de máquinas para melhorias no campo.
A secretária municipal de Agricultura e Turismo, Juliana Elisa Silva de Quadros, explicou que a divisão de tarefas fortalece o trabalho com os produtores. “O sindicato com a parte de treinamento, o crédito fundiário, e o pessoal do IDR apresentando uma questão produtiva”, afirmou. Segundo ela, a fruticultura funciona bem em pequenas propriedades.
Crédito
Sobre o crédito fundiário, Vanusa informou que o sindicato acompanha 14 projetos de compra de terra e dois de sucessão rural. Podem participar filhos e netos de agricultores que tenham cinco anos de experiência na atividade. O financiamento chega a R$ 298 mil por projeto e, na região, costuma garantir de um a um alqueire e meio. A presidente explicou que os projetos aguardam apenas as escrituras e o pagamento do governo.
A prefeita Luzia Harue Suzukawa compareceu ao evento e agradeceu a presença dos produtores e ressaltou que a união entre as entidades torna o trabalho possível. “A atual gestão reforça com o seu apoio o compromisso com o produtor local ao levar projetos e orientações que ajudam a melhorar a produção no campo.”, disse. Ela afirmou que o aprendizado do dia é prático e pode ser aplicado na organização financeira de cada propriedade, e pediu que os produtores persistam nos seus objetivos.
Entre os participantes estava a produtora de leite Débora Silva, do Mandassaia. Ela mora na propriedade do pai, tem três cabeças de gado e quer ampliar a criação. Ao ser questionada sobre a principal dificuldade na produção leiteira, respondeu: “Dinheiro para investir”.